Home   História do xadrez   Artigos   Fotos   Notícias   Lenda   Destaques do Brasil  Cepex   Links   Contato

 

 ARTIGOS

 

Camisas

Associação Cepex apresenta camisas

 

A nova camisa do Cepex foi oferecida pela Unimed/Itaúna.

 

A equipe  da Associação CEPEX apresenta camisas doadas pela UNIMED/ITAÚNA, que serão utilizadas no projeto premiado pelo Ministério da Cultura, "XADREZ E ECA, UM XEQUE-MATE NA DESINFORMAÇÃO", do Pontinhos de Cultura.

 

O projeto já está em atividade nos bairros: Cidade Nova, Santa Edwiges, Aeroporto, Três Marias e Murilo Gonçalves. As oficinas tiveram inicio  no dia 29/03/2011 nas dependências da Associação Rodolfo Dias Silva e da Associação CEPEX.

 

- Mais informações: cepex@itamaster.com.br

 

 

Ensino Superior:

Universidade de Itaúna realiza Curso de

Xadrez com Metodologia Pré-Escolar

 

Walter Ferreira Júnior

 

Bom, existe uma diferença enorme entre um aluno de uma escola pré-escolar e um universitário, seja lá qual o curso que faz. A menos que o universitário não prestou vestibular e está ali como num filme de ficção. Bem, este não é o caso que está acontecendo em Itaúna. De uma hora para outra, apesar de saber que o jogo de xadrez está em evidência em nossa cidade há décadas, a Universidade de Itaúna, através do departamento de Ciências Contábeis, resolveu realizar um curso do jogo intitulado: Introdução ao Enxadrismo – Saber, Vida e Diversão para os alunos do mesmo. Só que quando tive acesso a apostila deste curso no blog http://jjveloso.com/?p=605 , notei que a mesma inclui um conteúdo técnico altamente similar ao curso de xadrez que lecionei no Jardim de Infância Ana Cintra nos anos de 1993 a 1995, para crianças na média de 5 anos de idade, e até com alguns recursos pedagógicos a menos. Nossa proposta na época inclusive não se relacionava em nada com vida e diversão, mas sim estávamos empenhados unicamente sobre o saber, através das 64 casas do tabuleiro e das 32 peças ali incluídas, mesmo com a pequenina idade dos estudantes.

 

Na realidade, quando da realização de um curso de xadrez em qualquer instituição de nível universitário, o que se espera de primeira mão são trabalhos acadêmicos de ponta, monografias e propostas de seminários e simpósios sobre este nobre e milenar esporte, com a presença de especialistas no ramo e debates sobre temas importantes, como por exemplo, a implantação do xadrez na grade curricular nas escolas municipais, estaduais e particulares e suas conseqüências não só para os alunos, mas também para o professorado, e o meio no qual estão inseridos. Nos debates sobre o esporte a nível escolar, tem-se muito a discutir, principalmente no que se refere às múltiplas vantagens oferecidas pela sua prática, visto ser um excelente exercício para o cérebro, além da aquisição do senso de organização, concentração e desenvolvimento da memória. O xadrez trabalha a imaginação, memorização, planejamento e paciência. Para ir um pouco mais além, em cursos como medicina e outros na área de saúde, poderiam ser discutidos e colocados em debate assuntos mais complexos como a prevenção do Mal de Alzheimer e o trabalho com portadores de Síndrome de Down para praticantes do xadrez. É claro também que não pode deixar de lado as questões relevantes da interdisciplinaridade do xadrez com as diversas matérias como Língua Portuguesa, Educação Física, Artes, Matemática, Física, Geografia, História, Informática, Língua Estrangeira, e para jogar um pouco mais pesado, por que não psicologia? Na minha opinião o aluno de uma instituição universitária é um eterno pesquisador e não um mero aprendiz. Entram no Google ou em sites de pesquisas científicas específicas, e isto eu posso indicar muito bem, e digitem para suas surpresas: monografias xadrez, trabalhos jogo xadrez, xadrez interdisciplinaridade, xadrez psicologia, xadrez e as matérias da grade curricular acima relacionadas, e vai por aí afora. Vai resultar em um universo infinito como o próprio tabuleiro de xadrez.

 

Mas ensinar universitário a jogar xadrez? Eles é que nos devem ensinar como utilizar essa ferramenta extraordinária no nosso dia a dia, tanto como entretenimento ou nas instituições de ensino básico e fundamental. Lendo a apostila a qual os alunos tiveram um acesso rápido e duvidoso, observei que em quase nada vai contribuir para eles. Nem na prática e nem nas propostas anteriormente expostas. Irão simplesmente ter acesso ao básico se a memória deles permitir uma assimilação tão veloz, e sinto muito dizer, cair no insignificante em tentar praticar de um modo tão simplório o jogo vindo de um estabelecimento de porte que freqüentam, e enfim, jogar fora as propostas da mesma com relação à pesquisa e extensão direcionadas para este objetivo específico. Meus ex-alunos do Jardim de Infância Ana Cintra estão atualmente na média da faixa etária de 23 anos. Não surpreenderia se algum deles que freqüenta dita Universidade perguntar ao professor de xadrez: “Oi, eu aprendi isto há mais de vinte anos. Não mudou nada em tanto tempo?”.

 

Porém se persistir somente no ensino e prática do xadrez em vez de algo mais profundo, não custa nada apresentar umas sugestões destinadas aos ilustres universitários em termos de bibliografia mais adequada para o aprendizado do xadrez e posteriores posicionamentos, em vez de uma simples e ultrapassada apostila para divertimento, tais como: Analyse du jeu des échecs, de François-André Danican Philidor, publicado em 1749. Este seria muito bem se acompanhado pelos livros La psicologia en ajedrez, de Krogius, e Psicologia del jugador de ajedrez, de Reuben Fine. Outras obras interessantes para o aprendizado do xadrez seriam: The Chess Player’s Handbook (1870) de Howard Staunton; The Modern Chess Instructor (1889) de Wilhelm Steinitz; Fundamentos del ajedrez (1921) de José Raúl Capablanca; My System (1925) de Aron Nimzowitsch; Zurich 1953 chess tournament (1953) de David Bronstein; além de vários outros livros de instrutores acadêmicos renomados, finalizando com a belíssima obra de Gary Kasparov “La Pásion del ajedrez”. Isto reúne em síntese as principais épocas do xadrez, ou seja, desde o romantismo, passando pela escola moderna, ao hipermodernismo e o caminho natural até chegar ao xadrez praticado nos dias atuais, o qual inclui todos estes segmentos anteriores. Sem uma cultura enxadrística refinada, é impossível penetrar neste maravilhoso mundo.

 

Assim espero ter contribuído com os alunos de tão renomada Universidade para que reflitam um pouco sobre a arte do xadrez, e que os mesmos possam algum dia colaborar para com o engrandecimento deste admirável jogo. Atenciosamente,

 

Walter Ferreira Júnior

waltercomut@yahoo.com.br

 

Enxadrista Federação Internacional de Xadrez

Campeão Mineiro Absoluto de Xadrez de 1980

Campeão Brasileiro Individual Universitário de 1980

Ex-Árbitro Auxiliar da Confederação Brasileira de Xadrez

Instrutor credenciado da Federação Mineira de Xadrez desde 1989

Vice-Presidente da Federação Mineira de Xadrez Biênio 1992/1993

 

 

Psicologia na sala de aula:

“Xadrez poderia ser mais aproveitado...”.

 

Psicologia no Jogo de Xadrez

 

Assim refere o pedagogo Eric Augusto Piassi que critica a forma que o esporte está sendo usado dentro da sala de aula. Não é de admirar-se. Conversando com um professor Doutor em Educação, sobre a importância do xadrez como instrumento de auxílio na aprendizagem, ele teve a tolice de dizer que muitas pessoas hoje deixavam de jogar xadrez porque "era difícil". Ainda há restrição inclusive por parte das autoridades no assunto...

 

Tirar o maior proveito pedagógico possível do xadrez nas escolas. Esse é o objetivo do pedagogo, jogador e professor de xadrez Eric Augusto Piassi. Com a disputa de um mundial no currículo e uma pesquisa inédita sobre a prática e o ensino do esporte nas escolas de Bauru e região, Piassi, aos 23 anos, possui autoridade suficiente para criticar a forma que os professores estão abordando o xadrez nas escolas. “Os professores que usam o xadrez nas aulas não estão capacitados e os que estão capacitados não compreendem a noção pedagógica do jogo”, sentencia.

 

Eis algumas opiniões do pedagogo sobre o xadrez nas escolas:

 

Hoje o Ministério da Educação (MEC) está inserindo o xadrez em todas as escolas. Quem pode dar essas aulas? Apenas professores de educação física, segundo o Ministério. E no curso de Educação Física, o xadrez não é uma matéria do currículo. 

 

Para ser professor de xadrez, tem de ser jogador primeiro. Eu tenho um planejamento para cada aula. Eu não estou na sala de aula só por estar. Cada aula que eu preparo tem um objetivo específico, uma metodologia. Eu vou ensinar os movimentos do xadrez, finalizações, mas junto, cidadania, ludicidade.

 

Constatei que os professores estão desperdiçando o potencial pedagógico do jogo de xadrez nas salas de aula. É igual àquelas aulas de educação física, em que o professor dá uma bola e manda as crianças jogarem futebol.

 

Tem professores que dizem que na sua sala alguns alunos não querem nem saber de xadrez. Então eu digo que não existe aluno que não gosta, existem aqueles que não pegaram o gosto pelo jogo, que os professores não despertaram isso nele.

 

O interessante é que o xadrez pode envolver qualquer pessoa. Temos alunos deficientes físicos, visuais que jogam xadrez. O que eu quero mostrar é que há várias formas de trabalhar com o xadrez.

 

Um aluno de São Carlos não enxergava. A minha maior alegria foi quando ele jogou uma partida em um campeonato. Ele tateia as peças num tabuleiro pequeno, fala um lance e a pessoa faz o lance para ele. E antes ele era uma pessoa desmotivada e depois do xadrez ele passou a querer viver a vida.

 

Nós temos 180, 200 crianças jogando nos pátios das escolas públicas. A parte bonita desse projeto é que para participar do mesmo, a gente pede alimentos não perecíveis aos alunos. E depois a gente doa os alimentos para instituições.

 

A entrevista completa de Eric Augusto Piassi para o Jornal da Cidade de Bauru pode ser vista no Blog Amigos do Xadrez: http://clxba.blogspot.com/2009/06/xadrez-poderia-ser-mais-aproveitado.html . Vale a pena conferir, pois o desacerto que está acontecendo não só nas escolas de Bauru e região, repete de forma mais utópico em Itaúna, e pior, transformando o xadrez numa ferramenta de marketing.

  

Walter Ferreira Júnior

Enxadrista Federação Internacional de Xadrez

 

 

 

 Simbologia oculta no jogo de xadrez

Por J. A. Fonseca*

 

 

Jogar xadrez é, antes de tudo, interpretar, atuar em determinado campo do raciocínio. Sustentado nesta afirmativa, pode-se observar que este jogo se nos apresenta sob três aspectos básicos de compreensão:

 

1.      o que apresenta-o sob seu aspecto conceptual, de beleza e harmonia, que nos conduz a analisá-lo sob a tutela do princípio da ARTE;

 

2.      o que mostra-o sob a ótica de seu aspecto lógico, de raciocínio e abstração, conduzindo-nos a vê-lo sob o princípio da CIÊNCIA;

 

3.      o que mostra-o no seu aspecto de competição, da honra pela vitória, mostrando-o sob o princípio do ESPORTE SADIO.

 

O xadrez é, portanto, algo mais além de uma simples diversão ou passa tempo, podendo ser visto como um elevado instrumento de desenvolvimento interior, de força e equilíbrio, de inteligência e combatividade, de respeito pelo oponente e harmonia, em suma, de educação e controle dos instintos e emoções, desenvolvendo a memorização e a criatividade.

 

Segundo se sabe, o jogo de xadrez originou-se na Índia e apesar de estar relacionado com a casta dos guerreiros (Kchatryia), teria sido criado pela classe sacerdotal (Brahmanes), com a finalidade de despertar os dons interiores entre os oponentes. As antigas tradições preservavam, acima de tudo, o respeito pelo oponente e valorizavam suas habilidades e qualidades defensivas e de ataque.

 

Visto sob o aspecto da simbologia e da tradição dos povos antigos, sua estrutura é fundamentada em bases iniciáticas e científicas, ocultando certos aspectos do conhecimento tradicional, alguns dos quais, vamos aqui destacar. Inicialmente diremos que o tabuleiro do jogo de xadrez é constituído de 64 casas, em quadrado perfeito, alternadas em preto e branco, o qual representa nada mais do que o próprio mundo no qual “jogamos” o jogo da vida. Esta composição de 64 casas não é, de forma alguma casual, porque vamos encontrar esta representação numérica em muitas outras culturas e mesmo no âmbito científico e do conhecimento humano. Podemos citar, por exemplo, o I Ching, o livro das Mutações chinês, que tem sua estrutura fundamentada em 64 hexagramas e que tem exercido cada vez mais sua influência no mundo ocidental por causa de sua assombrosa simetria com as atuais concepções contemporâneas no campo da ciência, da psicologia e do conhecimento humano.

 

No aspecto científico poderíamos chamar a atenção para a “coincidência” de que o DNA humano possui 64 unidades-códigos, chamadas de códons, e que são, nada mais do que uma série de nucleotídeos que dão formação ao código que sintetiza determinado aminoácido ou sinaliza o início ou o fim da mensagem genética. Vamos encontrar esta combinação também, no Tzolkin, o misterioso Calendário Maia, quando sintetizamos no centro de sua matriz de 13 campos o arranjo de um quadrado mágico de 8 x 8 unidades. Este antigo oráculo chinês, mal compreendido até nos dias de hoje, estas 64 mutações perfazem o caminho das mutações do indivíduo que vive o jogo da vida, que não são outra coisa senão 64 combinações formadas pelos hexagramas, originados dos 8 trigramas básicos que sustentam toda a estrutura do I Ching e concebidos sob a inspiração das imagens de tudo o que ocorre no céu e na terra.

 

 

Sob o aspecto numerológico, se somarmos as cifras 6 + 4 teremos 10, que está relacionado à interpretação oriental da criação e manifestação da Consciência Divina no Universo, ou seja 1 e 0. Dez é considerado o número perfeito e é também relacionado a IO, o Itinerário de Isis e Osíris, ou das encarnações terrestres na Escola da Vida. O número 1 representa a própria Consciência Divina no Universo criado e o Zero, este próprio Universo manifestado. No Tarô, o número 10 representa a Roda da Vida ou a roda das encarnações, onde o buscador se depara com sua essência interior, deparando-se com a Esfinge e suas 4 faces, quando terá de decifrar seu grande segredo ou cair, inexoravelmente, de volta ao mundo das experiências.

 

Assim, poderíamos sugerir que esta lei de causa e efeito que rege as ações humanas atua com livre determinação no jogo de xadrez, orientado o destino dos jogadores, uma vez que cada um tem plena liberdade para observar e analisar todos as situações apresentadas e decidir que movimento dará às suas peças. Ao agir, segundo seus próprios desígnios, atrairá para si as conseqüências, os efeitos da ação ao movimentar-se no tabuleiro, no âmbito dos quadrados mágicos.

 

Configura-se neste momento, a necessidade de atuar com conhecimento e sabedoria diante das inúmeras possibilidades que se apresentam e melhor posicionar-se diante dos problemas a serem solucionados, representados nas condições que o jogo oferece a cada movimento, nos limites impostos pelo tabuleiro e nas perspectivas que surgem diante de um acontecimento inesperado.

 

Poderíamos chamar a atenção também para a figura do destino, o temido senhor das eras, que se delineia no início de cada jogo e que indica a chance de se sair vencedor e a perspectiva de que existem, de fato, condições que podem favorecer substancialmente as alterações que ocorrem durante a trajetória, ou partida, às quais, dependerão exclusivamente da experiência, da inteligência e da estratégia que será utilizada pelo jogador.

 

Assim como a manifestação do Criador nos mundos criados, conforme os ensinamentos iniciáticos, toda a estrutura do jogo de xadrez é também fundamentada num sistema quaternário, que além de consolidar o princípio que rege sua base, circunscrita no tabuleiro de 64 casas, representa também a própria ação de jogar, simbolizada pela condição dinâmica representada pela cruz de braços iguais e pelo próprio caminho a ser seguido, respeitando-se o andamento do jogo e as perspectivas do jogador.

 

 

Este quaternário, pode ser visto também na representação das castas hindus, que configuram, com perfeição, a situação das 16 peças (brancas e negras) do jogo de xadrez, totalizando 32, ou seja, múltiplos de 4, envolvendo a seguinte relação:

 

1.      Casta dos Brâhmanes – dos sacerdotes, aqui representada pelo Rei e pela Dama, peças mais importantes do jogo;

2.      Casta dos Kchatryias – dos guerreiros, representada pelas Torres e Bispos, peças de longo e médio alcance, respectivamente, com suas características próprias;

3.      Casta dos Vaisyas – dos mercadores e agricultores, representada pelos Cavalos, que são peças de baixo alcance, mas importantes no andamento da “batalha”;

4.      Casta dos Sudras – dos trabalhadores braçais e ocupações menores ou escravos, representada pelos Peões, peças de baixíssimo alcance, com movimentos restritos.

 

Pode-se observar que este conjunto de peças atua também dentro do sentido binário, de relevante importância no estudo da Ciência Secreta, que se apóia no conceito do Binário Universal, Yin e Yang, Luz e Trevas, Céu e Inferno, Espírito e Matéria, etc., para que possa o jogador se “armar” e se “defender” estrategicamente durante o jogo: o Rei e a Rainha, dois Bispos, dois Cavalos, duas Torres e Oito Peões (o duplo quaternário).

 

Estendendo-se um pouco mais sobre o tabuleiro, podemos dizer que o mesmo de apresenta como um verdadeiro “campo” onde a “batalha” será empreendida, ou seja, simboliza o próprio meio onde uma pessoa nasce (inicia o jogo), vive (joga) e morre (termina o jogo como vencedor ou perdedor). Podemos assim fazer algumas correlações sobre o sentido do quaternário dentro do tabuleiro de xadrez e seus 4 quadrados internos.

 

·         O quadrado central, 1 – 2 – 3 e 4, conforme a ilustração no início do texto, é o centro do tabuleiro e pela sua conformação quaternária representa a roda dos elementos que regem a vida na terra, o fogo, o ar, a água e a própria terra. Estes elementos possuem diversas conotações simbólicas e práticas, como o estados da matéria, éter, gasoso, líquido e sólido, os 4 pontos cardeais, as 4 estações do ano, os 4 braços da cruz, etc. e dão liberdade ao jogador de se posicionar perante seu destino e “tentar mudar” situações de conotações evidentemente desastrosas ou, em outra hipótese, prenunciadoras de sucesso. Este ponto central quaternário pode ser relacionado ao Arcano 4 do Tarô que indica a necessidade de se criar estabilidade no plano físico para o trabalho espiritual.

 

·         O segundo quadrado que se forma, contornando todo o quaternário interno, possui 12 casas e representa as 12 casas zodiacais que simbolizam a jornada do homem pela vida através dos eons (eras) e pelos 12 “portais sagrados”, através dos quais se torna experiente e apto a vencer o mais sagaz dos adversários. Esta jornada dá ao ser humano a possibilidade de o mesmo alcançar a vitória sobe a vida após suas 4 grandes fases enquanto encarnado: a infância, a adolescência, a maturidade e a velhice. Aqui pode-se fazer também menção sobre os 12 meses do ano, os 12 apóstolos de Cristo, os 12 cavaleiros do Rei Artur, e outras referências numerológicas que se encontram veladas na expressão que envolve o ternário e o quaternário, como por exemplo, o simbolismo da pirâmide, quadrada em sua base e triangular em seus lados, que convergem para o ápice, a Unidade. Em relação ao tarô, sua simbologia vai de encontro ao Arcano 12, que sustenta a necessidade do sacrifício (atenção, dedicação e perspicácia) para alcançar a vitória.

 

·         O terceiro quadrado possui 20 casas que podem ser relacionadas ao Arcano 20 do Tarô onde se espreita a idéia do juízo universal e que propõe, por isto, a atenção no âmbito de todo o tabuleiro, o campo da ação (movimento) num ambiente de luta e decisões imediatas, que poderão conceder ao “jogador” a possibilidade de vencer a “batalha”. Neste processo precisará o agente que movimenta as peças que usar do discernimento, de uma ação inteligente e convicção no objetivo traçado, além de que não deve ferir a lei que a todos rege, ou seja, os limites estabelecidos pela ética nos movimentos e respeito ao oponente.

 

·         No quarto quadrado encontramos as 28 casas limítrofes do campo de batalha e definem até onde pode o jogador efetuar suas experiências. Podemos relacioná-las às 4 fases lunares em seus ciclos mensais, de 7 dias cada um, e representa a contagem do tempo, ou seja, em nossa vida tudo tem começo, meio e fim. O “jogador” não deve se esquecer de que em sua luta pela vida no “jogo” da sobrevivência e do aprendizado, está continuamente submetido às influências do deste ciclo mensal mutante, sem muitas vezes perceber sua notável interferência. Isto corresponde dizer que a vitória do “jogador” não depende somente dele próprio, mas do ambiente que o rodeia, do grau de dispersão de sua mente e absorção de conhecimentos, das possibilidades que se apresentam a cada dia (movimento), da estratégia utilizada nos seus deslocamentos no tabuleiro e da contínua atenção às circunstâncias que lhe são impingidas pela dinâmica do passar do tempo (o opositor). Tudo isto vem formar um conjunto de elementos importantes ao combatente da vida (o jogo) e nenhum deles pode ser desprezado, sob pena de ser vencido por sua própria negligência.

 

Não se deve esquecer que o jogo possibilita ao jogador percorrer o tabuleiro de várias maneiras: em coluna ou verticalmente, em fileira ou horizontalmente e em diagonal, respeitando-se as potencialidades das peças que estão em jogo e as possibilidades que surgem a cada movimento. Este movimento corresponde ao dinamismo da vida terrena que exige do ser vivente (o jogador) atenção e responsabilidade, pois em qualquer direção que queira trilhar o seu caminho, irá arcar com as conseqüências de seus atos.

 

Observamos assim que o jogo de xadrez abre uma grande perspectiva para o “jogador”, pois vai além de uma simples partida e raciocínios consistentes, guardando em si mesmo, uma complexidade de normas e comportamentos que tiveram origem em sua própria estrutura e criação, pretendendo com isto estabelecer ao mesmo tempo um conjunto de elementos que contemplassem tanto a educação quanto o lazer, tanto a harmonia quanto raciocínio lógico, tanto a beleza quanto a praticidade. Tudo isto pode oferecer ao ser humano (o jogador) novos meios de encarar a vida e conduzi-la, não apenas como um simples competidor, mas como um ser inteligente em busca da vitória que conhece as regras pré-estabelecidas e está atento aos acontecimentos que o cercam, sem jamais deixar de respeitar o seu oponente.

 

Percebemos assim que sua forma transcende em muito a simples idéia de “passar o tempo” ou o simples conceito de esporte e mesmo que o jogador não tenha conhecimento destas coisas, é beneficiado no sentido de melhor compreender o enigma da vida e aceitar de forma mais objetiva os impactos que as derrotas e as vitórias impõem a todos que trilham esta jornada. E, finalmente, concluir, finalmente, que o vencer ultrapassa o pequeno limite imposto pelo tabuleiro e pelo movimento das peças, pois que está relacionado ao intricado mistério da vida na Terra e à realidade dos mundos extra-dimensionais, que já podem ser notados pela inteligência humana em suas pesquisas científicas e avanços tecnológicos.

 

 

* J. A. Fonseca é economista, aposentado, escritor, conferencista, estudioso de ufologia, filosofia esotérica e pesquisador arqueológico, já tendo visitado diversas regiões do Brasil. É articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br), membro do Conselho Editorial do portal UFOVIA e consultor da Revista UFO.

 

- Ilustrações: J. A. Fonseca.

 

 

Xadrez recebe apoio em Itaúna

Vereador Anselmo, apoiador do Xadrez em Itaúna-MG,

destaca alguns de seus trabalhos sociais.

 

 

- Captação pluvial na rua Sete de Setembro em Garcias.

 

- Instalação de semáforos nos cruzamentos das ruas Sete de Setembro dom Delmira Gonçalves e Rua São José;

 

- Destinação de verba no valor de R$5.000,00 para obras São Vicente de Paula, mas precisamente para o refeitório do Bairro Garcias;

 

- Destinação de verba no valor de R$25.000,00 para melhorais na infra-estrutura da Praça de Esportes São José de Garcias;

 

- Construção do muro em torno da Praça de Esportes São José de Garcias;

 

-Doação de micro computador para Escola Estadual Doutor José Gonçalves;

 

-Destinação de 2 contêineres de lixo para melhor conservação da limpeza na pra São José de Garcias;

 

-Limpeza de diversos lotes vagos;

 

- Acesso gratuito a deficientes e idosos (acima de 65 anos) em todas as praças de esportes de nosso município, através da aquisição de carterinha para garantia do direito;

 

- Implantação junto a Prefeitura de Itaúna do Sistema Porta a Porta, que dispõe de uma van adaptada para cadeirantes, com o custo no valor de 1 vale transporte. O objetivo é proporcionar ao cadeirante mais conforto para que o mesmo possa freqüentar as atividades do cotidiano;

 

- Vinda de 6 ônibus adaptados com elevadores para a frota de coletivos de nossa cidade;

 

- Construção do campo de futebol no bairro Garcias visando atender a população desta localidade e demais bairros vizinhos;

- Enriquecimento das equipes dos PSFs com a vinda de fisioterapeutas para quadro de funcionários que compõem as equipes;

 

-Capacitação de 29 professores da rede de ensino de nossa cidade para trabalharem com nossos alunos especiais;

 

- Implantação projeto da urna da cidadania, onde o cidadão expõe suas críticas, faz sugestões etc;

 

- Implantação do projeto que obriga a colocação Implantação do projeto que obriga a colocação de tarjas amarelas em portas de vidro para proporcionar melhor visibilidade a idosos, ou aquelas pessoas que têm dificuldade de visão;

 

- Aprovação do Projeto de Lei que institui o dia Municipal da Música Clássica, onde o objetivo é destacar a beleza e a importância da música, bem como do trabalho da orquestra de Câmara de Itaúna;

 

- Instalação de lixeiras na estrada que dá acesso a comunidade de Lopes;

 

- Aprovação do Projeto de Lei que instituiu o dia Municipal de Combate a Homofobia;

 

-Adaptação em diversos prédios públicos, inclusive da Câmara Municipal, promovendo acessibilidade aos portadores de deficiência física;

 

-Instituição através de Lei, do acesso gratuito a todos os coletivos urbanos de nossa cidade a portadores de deficiência física, mental, auditiva, visual e nos casos em que forem necessários a seus acompanhantes.

 

Todas essas conquistas são fruto de um árduo e diário trabalho, o qual me dedico com afinco, apesar de minhas limitações e dificuldades desde o dia em que assumi meu mandato. Procuro sempre manter a transparência e a seriedade em todas minhas ações, luto com muita garra para alcançar meus objetivos, mas infelizmente nem sempre é possível alcançarmos êxito.

 

Aproveito a oportunidade de me colocar bem como a assessoria que respalda, a inteira disposição de vocês seja paro o que for, e peço também a ajuda de todos para que me dêem suporte e base para que possa desenvolver um trabalho a altura da nobreza de cada um dos cidadãos de nossa querida Itaúna.

 

Anselmo Fabiano dos Santos

 

 

Carta aberta à Comunidade Enxadrística do Brasil

 

Mendes – RJ, 06/12/2009.

 

Caríssimos pais, atletas, dirigentes, simpatizantes e apoiadores do Xadrez,

 

Em conversas durante o Campeonato Sulamericano de categorias, realizado no período de 2 a 6 de dezembro de 2009, em Mendes – RJ, decidimos fundar a ANPEX – Associação Nacional de Pais de Enxadristas, com objetivo de somar esforços para potencializar o nosso esporte.

 

Buscaremos defender os interesses dos atletas enxadristas, procurando melhorar as condições de treinamento e patrocínio para ajudar na formação de atletas que estejam em condições de bem representar seus estados e o Brasil nos torneios vindouros.

 

A organização do Campeonato Sulamericano de categorias foi uma conquista importante, sem dúvida, e parabenizamos pelos esforços e acertos de todos os organizadores. Entretanto, queremos alertar amistosamente, sobre algumas falhas que devem ser eliminadas nos próximos eventos para evitar descontentamento dos participantes e a criação de uma imagem negativa do nosso país como anfitrião.

 

Muitas foram às reclamações a respeito da organização do torneio Sulamericano, em especial no que diz respeito ao excesso de valoração das taxas. Expomos os principais problemas que afligiram os que participaram do evento:

 

- As habitações eram com preços incompatíveis com sua qualidade;

- Os organizadores não ofereceram alternativa ao “pacote oficial” que foi economicamente inadequada para muitos;

 - Vários pais foram maltratados em suas tentativas de negociar alternativas de hospedagem em Mendes.

 

É lamentável que o Brasil tenha recebido a deferência de sediar tão nobre evento, e por negligência ou inexperiência tenha vindo a torná-lo motivo de críticas que cobre de constrangimento a todos nós.

 

Temos um Panamericano e um Mundial alinhados nos dois próximos anos e desejamos bons resultados para o nosso país dentro e além dos tabuleiros. É imperativo fixar no conceito de todos que estamos no mesmo “tabuleiro” e não podemos deixar espaço para que as falhas organizacionais demonstradas nessa ocasião impeçam a realização de futuros eventos internacionais no Brasil, uma vez que, acreditamos que os avanços de nossos filhos atletas estão condicionados à participação deles nesses eventos internacionais.

 

Sugerimos, com toda humildade, que futuros eventos sejam realizados em cidades médias com um mínimo de estrutura hoteleira, a fim de que os participantes tenham a liberdade de escolher o que seja compatível com sua realidade financeira.

 

Em nome da ANPEX, agradecemos a todos que aderirem e ajudarem a conquistar os objetivos desta nova entidade. Marcharemos juntos ao ponto que entendemos ser o de chegada para incluir o Brasil entre os grandes vencedores do xadrez mundial. Assim sendo, lançamos nossas atividades em apoio ao crescimento e bom desenvolvimento dos nossos atletas e eventos.

 

Diretoria Interina da ANPEX[1]

 

[1] Diretor Presidente: Waldeci Gouveia Rodrigues – MG

   Diretor Jurídico: Alexandre Norman Afonso da Fonseca – AL

   Diretor de Comunicações: Vazken Proudian – SP

   Diretor Financeiro: Sylvana Lopes Francelino Oliveira – SP

   Diretor Jurídico: Alexandre Norman Afonso da Fonseca – AL

   Diretor de Comunicações: Vazken Proudian – SP

   Diretor Financeiro: Sylvana Lopes Francelino Oliveira – SP

 

 

Página inicial

 

Home   História do xadrez   Artigos  Fotos   Notícias   Lenda   Destaques do Brasil  Cepex   Links   Contato

Cepex - Rua Cel. Osório de Camargos, 21 - sala 202 - Centro - 35680-042 - Itaúna - MG

Telefone: (037) 9128-7679. Recados: (037) 3242 -6244 . 

E-mail: cepex@itamaster.com.br

© Formato original:  pepechaves@yahoo.com.br